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  • Americanos querem Brasil fora do SGP (Etanol)

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    13.11.2017

    Por Camila Souza Ramos | De São Paulo

    A indústria americana de etanol quer que o governo dos Estados Unidos suspenda o Brasil do Sistema Geral de Preferências (SGP) - que garante acesso de produtos de países em desenvolvimento a mercados desenvolvidos. A medida seria uma retaliação depois que a Câmara de Comércio Exterior (Camex) brasileira taxou importações de etanol que excedam uma cota de 600 milhões de litros por ano.

    Em carta enviada na quinta-feira ao secretário americano de Agricultura, Sonny Perdue, e a assistentes diretos do presidente Donald Trump, associações ligadas ao setor afirmam que a criação da cota foi uma medida protecionista que distorce o mercado. O argumento é que a medida viola a regra de garantir "acesso equitativo e razoável aos mercados", o que impediria o Brasil de atender aos requisitos para estar no SGP.

    Os EUA são praticamente um dos únicos países que exportam etanol ao Brasil. Desde meados de 2016, até metade deste ano, o Brasil vinha acumulando déficits na balança comercial do etanol, uma vez que a produção nacional do biocombustível estava sendo preterida por causa das vendas aquecidas de açúcar. A correlação mudou logo depois que a tarifa da Camex foi aprovada, no fim de agosto.

    Os produtores americanos sentiram imediatamente o golpe. Em setembro, o Brasil deixou de ser o principal destino das exportações de etanol dos EUA após 16 meses, segundo a Associação de Combustíveis Renováveis (RFA). O volume de etanol que saiu dos portos americanos ao Brasil no mês foi de 72,6 milhões de litros, queda de 29% ante agosto e de 70% ante maio, pico das vendas.

    "Nossa indústria foi injustamente atingida e colocada em uma posição de competitividade desvantajosa", afirmaram a RFA, a associação Growth Energy e o Conselho de Grãos dos EUA. Para elas, a medida foi resultado de um déficit de curto prazo e orientada pelo mercado.

    Fonte Internet: Valor Econômico, 13/11/17