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  • Empresa prioriza os orgânicos e adquire 60% do volume de produtores do Brasil

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    12.1.2018

    Por Alda do Amaral Rocha | De São Paulo

    A cada dia os baristas da Café Paulista servem, em média, 700 xícaras da bebida, aos clientes que passam pela região de Ginza, em Tóquio. As origens são várias, mas o café brasileiro predomina na cafeteria, onde cada xícara é vendida por US$ 5,00.

    Em 2017, a empresa, que prioriza os cafés orgânicos, comprou 600 toneladas do grão, e 60% desse volume foi proveniente do Brasil, segundo Katsuhiko Hasegawa, CEO da empresa. Neste ano, diz ele, a previsão é adquirir uma quantia 10% maior das várias regiões de produção, tais como Brasil, Colômbia, África, América Central e Ásia.

    Além da cafeteria, a empresa também vende cafés no varejo japonês e para redes de hotéis, com a marca Nitto Coffee. De acordo com Hasegawa, 99% dos cafés comercializados pela Café Paulista são da espécie arábica e apenas 1% do volume é de robusta.

    O produtor Cláudio Carneiro Pinto, de Carmo de Minas, na região sul de Minas Gerais, é um dos 16 cafeicultores brasileiros que vendem o grão para a japonesa Café Paulista. "Todo o café que produzo é orgânico", diz Carneiro, de 77 anos, que está no negócio desde 1960, quando sua mãe iniciou o plantio de café. Ele fornece para a Café Paulista há 10 anos.

    Em 2017, o produtor vendeu 100 sacas para a empresa japonesa, de um total de cerca de 700 sacas colhidas, com certificado de orgânico conferido pelo IBD Certificações A certificação garante que o café é produzido sem uso de agroquímicos.

    Todos os anos, o dono da Café Paulista visita as propriedades produtoras de onde compra café no Brasil, e a de Carneiro é uma delas. "Ele vem todo ano e sempre me convida para ir ao Japão", conta o produtor, que até agora resistiu aos convites.

    Membro do conselho diretor da Associação Brasileira de Cafés Especiais, Adolfo Vieira Ferreira, vende para a Café Paulista há mais de dez anos. O café especial produzido em Monte Belo, também no sul de Minas, é convencional e certificado pela BSCA e pela Utz, segundo o produtor.

    Ferreira, que há 10 anos visita a torrefação e a cafeteria da Café Paulista no Japão, vende cerca de 320 sacas de café por ano para a empresa. A maior parte desse volume é de cafés com pontuação 85, conforme os critérios do protocolo de avaliação da Associação Americana de Cafés Especiais. Há também, diz, microlotes com pontuação acima de 85, que são ainda mais valorizados.

    Além de Minas, a Café Paulista importa cafés de regiões produtoras de São Paulo e Espírito Santo, segundo Katsuhiko Hasegawa.

    Fonte Internet: Valor Econômico, 12/01/18