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  • Fevereiro tem corrente de comércio de US$ 28,913 bilhões

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    11.3.2019

    No bimestre, soma de importações e exportações atinge US$ 63,878 bilhões

    A balança comercial brasileira fechou o mês de fevereiro com superávit de US$ 3,673 bilhões, valor 10,2% superior, pela média diária, ao alcançado em igual período de 2018, US$ 2,999 bilhões. A corrente de comércio somou US$ 28,9 bilhões e teve uma redução de 18,2%, pela média diária, em relação ao mês de fevereiro de 2018.

    Os dados foram divulgados, nesta sexta-feira (1/3), em coletiva de imprensa, pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia.

    No mês, as exportações foram de US$ 16,293 bilhões. Em fevereiro de 2018, os embarques registraram retração de 15,8%. Em relação a janeiro de 2019, houve queda de 3,5% nas vendas externas, pela média diária. Já as importações no último mês totalizaram US$ 12,620 bilhões. Sobre igual período do ano anterior, as compras externas apresentaram diminuição de 21,2%, e de 15,3% sobre janeiro de 2019, pela média diária.

    Em relação aos números apresentados, o diretor de Inteligência e Estatística de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Herlon Brandão, informou que o resultado teve influência de uma plataforma de petróleo exportada no mesmo período do ano passado. "O equipamento, no valor de 1,5 a 2 bilhões dólares, faz muita diferença no número final. Tivemos uma base de comparação alta".

    Brandão detalhou, ainda, que a balança comercial de fevereiro de 2019 foi influenciada por outros fatores. "Entre os principais produtos, tivemos menos exportação de automóveis em função da menor demanda argentina, e mais de 70% das exportações brasileiras de veículos vão para aquele mercado". Além disso, segundo ele, foi registrada queda de 30% no preço do petróleo bruto, em relação ao segundo mês de 2018.

    Acumulado do ano

    No acumulado de 2019, os embarques ao exterior foram de US$ 34,872 bilhões. Sobre 2018, houve retração de 3,6%, pela média diária. As importações somaram US$ 29 bilhões, com queda de 3,5%, também pela média, sobre o mesmo período anterior (US$ 28,614 bilhões). A corrente de comércio foi de US$ 63,878 bilhões, representando queda de 3,5% sobre o mesmo período do ano passado (US$ 63,051 bilhões). O saldo comercial acumula superávit de US$ 5,865 bilhões, valor 4,1% inferior, pela média diária, ao alcançado em igual período de 2018 (US$ 5,823 bilhões).

    No bimestre, registraram crescimento as vendas brasileiras de produtos básicos (10,4%) e caíram embarques de manufaturados (-11,4%) e semimanufaturados (-4,6%). No grupo dos básicos, houve aumento de receita de: soja em grãos (70,52%), milho em grão (48,6%), algodão em bruto (43,9%), fumo em folhas (11,2%) e minério de ferro (10,5%). Este desempenho positivo, ajudou a elevar o volume das exportações brasileiras que tiveram aumento de 5,3% no índice quantum, no bimestre.

    Os principais países de destino das exportações, nos dois primeiros meses do ano, foram: China (US$ 8,6 bilhões), Estados Unidos (US$ 4,5 bilhões), Argentina (US$ 1,5 bilhão), Países Baixos (US$ 1,4 bilhão) e Panamá (US$ 1,4 bilhão), por conta de plataforma de extração de petróleo.

    Os cinco principais fornecedores ao mercado brasileiro foram: China (US$ 7,815 bilhões), Estados Unidos (US$ 4,346 bilhões), Argentina (US$ 1,693 bilhão), Alemanha (US$ 1,687 bilhão) e Coreia do Sul (US$ 767 milhões).

    Fonte Internet: Ministério da Economia, 01/03/19